Os produtores de vinho do Dão querem aumentar o leque de países para ondem exportam. Os gigantescos mercados da Rússia e da China são a próxima aposta da região vitinícola. Só na segunda maior economia do mundo foram vendidos mais de um milhão de garrafas.

Trinta e cinco por cento do vinho do Dão é vendido para a União Europeia, EUA, Brasil, Angola e Moçambique, mas os produtores querem ainda mais. A Rússia e, sobretudo, a China são as próximas apostas.

“Estamos a olhar para novos mercados, como China e a Rússia. A nossa aposta é no preço e na qualidade”, revelou Arlindo Cunha, presidente da Comissão Vitivinícola da Região (CVR) do Dão.

O mesmo responsável avançou com os números que sustentam a estratégia. A região produz anualmente cerca de 40 milhões de litros de vinho, com quase metade (entre 40 a 50 por cento) a alcançar a certificação de Denominação de Origem Protegida (DOP). Mais de um terço da produção (35 por cento) tem como destino a exportação.

“Oitenta por cento das exportações do vinho do Dão destina-se aos mercados tradicionais, mas já vendemos para a China um milhão de garrafas, já temos uma forte presença”, acrescentou Arlindo Cunha.

O ex-ministro da Agricultura acrescentou que a modernização das práticas vitícolas na região está a ser reconhecida pela crítica: no Concurso Nacional de Vinhos deste ano organizado pela ViniPortugal, a região demarcada do Dão obteve três medalhas de grande ouro, cinco medalhas de ouro e 11 medalhas de prata.

“O Dão soube preservar as castas portuguesas, com destaque para Touriga Nacional (tinta) e Encruzado (branca)”, elogiou Arlindo Cunha.

A aposta na exportação não faz com que os produtores descurem a promoção no mercado nacional. Amanhã e sábado, a Rota do Vinho do Dão chega a Lisboa, com a primeira edição do ‘Dão Capital - Mostra de vinhos e iguarias’.

O certame vai decorrer no palacete Henrique de Mendonça, da Nova School of Business and Economics, com provas, degustações e workshops.

No evento vão marcar presença 32 produtores de vinho e de iguarias regionais, como enchidos, queijo da serra, frutos e compotas, mel, chocolates de Viseu, cogumelos, maçãs bravo-de-esmolfe e doçaria.

Fonte: PTJornal


Depois de fazer uma chamada pública no jornal local de Mendoza, um grupo de três amigos argentinos iniciou a seleção para encontrar companheiros para um mês de viagem pelo Brasil durante a Copa do Mundo. Entender de futebol, incrivelmente, não constava entre os pré-requisitos. O principal era gostar de festa, de trago e de (cultura) brasileira.

Publicada a notícia no Diario de Los Andes, três interessados apareceram, mas quem se consagrou na disputa pela vaga a bordo do Pancho I 1971 - o ônibus reformado pelo militar aposentado Juan Carlos Vera, 59 anos, batizado em homenagem ao Papa Francisco - foi Willy Sanchez, de 24. Além de ser "buena onda", é jovem, piadista e dono de uma vinícola em plena terra do vinho. Os outros integrantes da turma de sete foram escolhidos por laços afetivos.

Grupo de designers pintou e adesivou ônibus, batizado em alusão ao Papa. A herança vinícola foi decisiva para a entrada de Willy no grupo. Além da sua simplicidade e jeito reservado - ao menos perto dos novos amigos fanfarrões - ele trouxe 40 caixas de vinho com seis unidades cada, um total de 240 garrafas que eles usam para espantar o frio, animar dias e noites e fazer dinheiro. Se venderem pelo menos metade do Milagro Mendocino, como a bebida é chamada, conseguirão plata para chegar ao Rio de Janeiro antes da final. Isso se não beberem tudo.

Caso o estoque de vinho acabe antes da hora, ainda terão Fernet — a bebida típica argentina —, cerveja e mantimentos para um mês trazidos de casa. Eles não garantirão combustível para locomover o ônibus, mas manterão em alta a alegria dos fãs de Messi e Maradona. Se o sonho dos hermanos se concretizar, um dia após a partida contra a Nigéria eles partem de Porto Alegre rumo à terra do Cristo.

Lá, sim, poderão ir à praia e usar os calções de banho que trazem na mala, com esperanças de mergulhar no Atlântico. Acharam que encontrariam praia em Porto Alegre, mas ficaram decepcionados por não fitar gaúchas de biquíni. Tiveram de se contentar em ver os jogos na orla do Guaíba farreando com shows e novos amigos feitos no entorno da fan fest.

Estacionados desde o dia 13 de junho na parte externa do Acampamento Farroupilha, os hermanos tornaram-se conhecidos pelo parque. Já comeram uns quantos churrascos de graça e juram que estão até negando convites.

— Ficam nos chamando por toda a parte, estamos impressionados com tanta hospitalidade — gaba-se o estudante de Design Santiago Livolsi.

Sem ingressos para os jogos, gastam os dias se divertindo pelas imediações do parque Maurício Sirotsky Sobrinho e ruas da Cidade Baixa. Dormir é algo que fazem entre as 4h e o meio-dia, depois de voltarem das festas. Só Juan Carlos acorda cedo. Espécie de "professor Pardal" das estradas, é ele quem coordena a turma. O militar tinha o sonho de fazer essa viagem quando transformou o ônibus de linha em um motorhome. Diz que ganhou a bênção da família para vir ao Brasil e trouxe o filho Rodolfo junto, como testemunha. 

No volante, diverte-se como se ele mesmo tivesse vinte e poucos anos. Buzina, toca corneta, mostra a espada que trouxe do exército, para a segurança da turma. Coloca o pessoal para empurrar a engenhoca quando precisa fazer o motor pegar. Como tem luz, fogão e chuveiro elétrico, o veículo consome muita energia, e, às vezes, é preciso dar uma circulada. De resto, fazem tudo a pé. Já gastaram três tanques de óleo diesel para chegar ao Brasil, e pelo que dizem, a grana está curta.


Tática para acordar o grupo: empurrar até fazer pegar o motor no tranco .

— O nosso dinheiro custa cinco vezes o de vocês, precisamos poupar, está tudo caro — diz Juan, chorando as pitangas.

Mesmo sem ingresso nem amizade com os exaltados torcedores de Boca Juniors e River Plate, de Buenos Aires, os hermanos de Mendoza querem a todo custo se aproximar do Estádio Beira-Rio no dia do jogo da Argentina. Se for preciso, brincam, vão se misturar aos barrabravas e entrar no estádio à força, com ônibus e tudo. Também sonham em ver Brasil e Argentina se enfrentarem na final do Mundial e, garantem, mais pela simpatia do que pelas palavras, que a rivalidade é algo que só existe dentro de campo.

Fonte: RBS





Vidrante cor rubi, bem amanteigado, buque de frutas vermelhas e potente álcool. Na boca as frutas também sobressaem, e os taninos são bem controlados e o fundo madeirado bem sofisticado e sem eliminar todo o resto. Impressionante para um vinho de mesa, que mesmo sendo de origem controlada, Rioja na Espanha, é tido como simples.

Resultado: um ótimo vinho de mesa que cai muito bem com pizzas e carnes. R$ 29,00 em Florianópolis.


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Uma das coisas mais chatas que existe ao servir um vinho, é deixar cair gotas do mesmo na toalha. Se a toalha for sua, “vá lá né?”, se for do cunhado, azar o dele, agora se for na casa dos outros…. Aí fica chato. E isso acontecerá invariavelmente, se não tomarmos o cuidado necessário.

E pior, quando não respinga, escorre pela garrafa e deixa aquela marca arredondada na mesa.

Já inventaram um artefato que se chama corta-gotas. Nada mais é, do que uma fina lâmina de alumínio, que colocamos no gargalo da garrafa ao servir o vinho.

É muito prático, elegante e chique. Obviamente não é tão barato assim e só se justifica em eventos festivos.

Existe também um anel metálico, que encaixa no gargalo até a parte mais alta da garrafa, que tem o mesmo papel.

No entanto, há outras maneiras de contornar o problema sem gastar nada.

A mais fácil e ainda elegante, é servir o vinho com um guardanapo apoiado no gargalo. Após servir cada taça, você enxuga as gotas que escorrem. Os restaurantes fazem isso como regra, pois além das toalhas, ele tomam cuidado para não estragar as roupas dos clientes. Associado a isso, utilize um porta copos grande, aonde for colocar a garrafa entre o serviço do vinho.

Mesmo ao servir com decanter, a dica do guardanapo é infalível, enquanto que as técnicas dos corta-gotas não se prestam para isso.

Outra maneira, essa nada elegante e fina, porém extremamente eficaz, é abrir um guardanapo de papel, enrolá-lo, de maneira que se transforme em um “rolinho” e passar em volta da garrafa, dando um nó com o próprio guardanapo. O aspecto é bem “gambiárrico”, mas funciona perfeitamente.

Agora, se você está na casa dos outros e observa que nada disso será possível, deixe que alguém faça a sujeira, que não você.


Fonte: Alagoas 24
TAA

Você conseguiu seu tão almejado ingresso para a Copa. Ignorou o apelo de amigos à esquerda e à direita para boicotar esse evento do demônio. E embarca esta semana, por exemplo, para Manaus onde assistirá a Honduras e Suiça. Já comprou camiseta, bandeirinha do Brasil (embora o jogo não seja do Brasil), vuvuzela ou o que é que as pessoas estejam usando este ano para fazer barulho. Está feliz da vida. 

Só tem um problema: apesar de gostar de futebol, você é uma pessoa de vinho, daquelas que só bebe cerveja (especial) de vez em quando, e não tem a menor ideia de onde comemorar a vitória, seja de Honduras ou da Suiça, tanto faz, com uma taça de um vinho minimamente decente na mão. Se você tiver a sorte de estar em um camarote, poderá experimentar os vinhos oficiais da copa. Caso contrário, só vai encontrar vinho fora dos estádios.

Quem tem costume de viajar pelo Brasil sabe que é difícil encontrar bares e restaurantes cuja carta de vinhos não esteja aprisionada nos anos 80: Almadén Cabernet Sauvignon, Concha y Toro Reservado, Santa Helena Reservado, Periquita e Bolla, nenhum deles por menos de R$ 80. Mas vamos lembrar que aqui a gente está falando de capitais. Em todas elas há, pelo menos, um wine bar e alguns restaurantes que se preocupam com o público que gosta de vinho. Veja abaixo algumas sugestões de lugares para ir antes ou depois das partidas:

Belo Horizonte
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Em BH, o torcedor não terá dificuldades para beber um bom vinho. Nos últimos anos, a cidade viu surgir uma série de restaurantes e bistrô gastronômicos (ou seja, restaurantes com chefs que estudaram gastronomia e estão se destacando na sua área). Nesses restaurantes é sempre possível tomar vinhos pouco óbvios. No entanto, quando se trata de diversidade, o destaque fica sempre com o veterano Taste-Vin, um francês famoso por seus suflês, no bairro de Lourdes. 

A casa, que também serve pratos de carne e peixe, tem mais 750 rótulos diferentes. É um lugar sofisticado e os preços condizem. Se estiver disposto a gastar, vá e sairá feliz. Mas, se quiser algo mais descompromissado, prove o Outono 81 Restaurante e Bar de Vinhos (foto). O bar funciona à noite dentro da loja de vinhos Rex Bibendi, que representa a importadora Zahil em Belo Horizonte. O grande sucesso da casa são os flights: quatro taças de vinho diferentes servidas numa caixinha de madeira. Os flights, em geral, são temáticos (Itália, Novo Mundo, pinot noir, etc), custam cerca de R$ 35 e podem ser acompanhados ou não de um menu degustação.

Brasília
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Segundo as más línguas, os políticos, mesmo oriundos das camadas mais sacrificadas da população, costumam adquirir rapidamente o gosto por vinhos raros e sofisticados. Quem nunca ouviu falar de uma festinha (atualmente ou no passado) em Brasília regada a Chãteau Petrus ou a Romanée-Conti? Verdade ou lenda, você pode esperar encontrar vinhos bastante bons nas cartas da cidade. 

Porém, como imagino que seu salário não seja o de um deputado, sugiro que escolha um lugar onde se encontra uma boa variedade de estilos e preços como o wine bar da loja da importadora Grand Cru na cidade. Há sempre uma boa seleção de taças e você pode também tomar qualquer uma das garrafas da loja. 

Se quiser comer, há pratos e petiscos. No almoço, o executivo sai R$39. No jantar, os preços são um pouco mais salgados. Já o Cellar Wine Bar + Bistrõ (foto) tem uma carta bastante enxuta, com 34 rótulos, mas bastante versátil, com rótulos que vão de cerca de R$ 40 até cerca de R$ 400.

Cuiabá
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Confesso que nunca estive em Cuiabá. Então, não posso jurar. Mas, pelo que pesquisei, você que foi premiado com ingressos para os emocionantes embates entre Rússia e Coreia do Sul, Nigéria e Bósnia ou Japão e Colômbia vai ter de dar uma sambadinha para conseguir beber bons vinhos. Não é que não tenha, mas as opções são poucas. 

Um restaurante que parece fazer um bom trabalho com vinhos é o Avec (foto), do Hotel Gran Odara. Têm até um rótulo próprio produzido pela Lídio Carraro, a mesma vinícola gaúcha que fez o vinho da Copa. Outra opção é o Mahalo, o restaurante de cozinha contemporânea da jovem chef Ariani Malouf, que tem até alguns experimentos com ingredientes locais. 

Se estiver disposto a gastar, lá você encontra até o ícone chileno Almaviva ou o barolo do badalado produtor italiano Angelo Gaja, além de boas opções de vinhos médios. Uma boa saída quando se está em busca de beber com dignidade, é achar o restaurante português da cidade. Quietinhos, quietinhos, os portugueses costumam ter uma carta bem razoável. 

O Taberna Portuguesa não foge á regra: oferece rótulos ótimos de vinícolas conheço bem como a Herdade do Esporão e até super vinhos como o Pera Manca. Além de rótulos portugueses, têm também uma boa variedade de argentinos, chilenos, espanhóis, etc.

Curitiba
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Um dia fui a Curitiba só para conhecer a adega do restaurante Durski. É a melhor e mais completa do Brasil, recheada de um monte coisas que eu não posso comprar. Em uma carta de vinhos do Durski de 2011 que encontrei na internet, havia por exemplo o Château Palmer 2005, um Gran Cru Classé de Bordeaux, por R$ 2.740,00 e um Vega Sicilia Unico Reserva Especial 2008, o ícone espanhol, por R$ 2.145,00. 

Mas eles têm também vinhos acessíveis, muito bem escolhidos. Na mesma carta, o Barbera d'Asti l'Avvocatta 2006, um ótimo vinho do Piemonte, estava por R$ 99, o preço da garrafa hoje na importadora. Na verdade, queria conhecer a adega deles, e fazer uma reportagem que acabou não rolando, principalmente por causa das coleções de grandes vinhos que eles têm. A maior delas é, com certeza, a de garrafas do botritizado Château d'Yquem. 

A coleção começa com garrafas de 1904, que estão à venda (pelo módico preço de R$ 56 mil), e vem até os dias de hoje. Mas eu não comi no Durski. Como era hora do almoço, ele estava fechado. Então, almocei no Madero, que é do mesmo dono, fica no imóvel ao lado e compartilha a adega do Durski. Uma ótima escolha para ir depois do jogo. Tem um palmito ao forno delicioso, carnes muito bem preparadas e um hambúrguer que eu adoro. 

Atenção, o Madero é uma rede nacional e só em Curitiba, onde nasceu, tem 13 casas, todas com uma boa carta de vinhos. Mas, se você, como eu, ficou curioso para conhecer a adega do Durski, tem de ir ao Madero Prime Steakhouse, na Av. Jaime Reis, 262, no bairro de São Francisco.

Fortaleza
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É sempre bom lembrar que um bar de vinhos é, antes de tudo, um bar. Não, uma igreja e nem uma sala de biblioteca. Eu não fui pessoalmente, mas pelas críticas que li e pelas fotos que vi, a Garrafeira 520 (foto) é exatamente o oposto disso, a começar pelos três sócios que são super jovens. 

Eles têm um espaço aberto, nos fundos, todo decorado com garrafas coloridas, que fica cheio de moçada. Mas, claro, a qualidade do vinho tem de ser boa. É. Eles são também uma loja e têm mais de 500 rótulos que pode ser comprado a preço de loja. 

Mas se você quer um lugar mais sossegado, mas também com clima descontraído, vá ao bar de vinhos da Grand Cru. Lá eles têm uma enomatic com 12 garrafas, da qual você pode comprar doses de 50, 100 ou 150 ml de vinho.

Manaus
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A cidade que eu, maldosamente, citei como exemplo de onde o bebedor de vinho se dá mal tem pelo menos três bares de vinho que valem à pena. A Champanheria Viúva Negra fica num belo casarão do Centro Histórico. 

No meio do salão, tem uma banheira com algumas das mais de 50 opções de espumantes e outros vinhos servidos na casa. Para acompanhar, escolha algo local, como o pirarucu ao molho de capim-santo. No Adega wine Bar, de quinta a sábado, além de escolher entre cerca de 70 rótulos, o torcedor pode ouvir bandas de jazz, blues e MPB. 

Já o Botequim do Vinho é loja durante o dia e bar a partir do fim da tarde. Estão à disposição 80 rótulos e, para acompanhá-los, petiscos.

Natal
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Não sou muito amiga de shopping centers, mas, o que posso fazer, agora virou moda abrir bar de vinho dentro de shopping. Além disso, o Vinhedos tem a seu favor a boa variedade de vinhos em taças que ele oferece. Aliás, só a casa que oferece uma grande variedade de vinhos em taça é, de fato, um wine bar. No Vinhedos são 24 opções, além de uma ótima variedade de garrafas aos preços da importadora. 

O grande problema, para o estabelecimento, de servir vinho em taça é que, se a garrafa não é consumida em um ou dois dias, no máximo, o que sobrar vai para o lixo. Ou melhor, ia para o lixo. Agora existem várias tecnologias para conservar o conteúdo das garrafas depois de aberto, a maioria dessas tecnologias inclui a inserção de um gás inerte para ocupar o espaço vazio dentro da garrafa e expulsar o oxigênio, que é o grande responsável pela deterioração de tuuudo neste mundo. O Vinhedos usa uma máquina francesa chamada Le Verre de Vin.

Porto Alegre
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Acho que em Porto Alegre todo mundo espera beber vinho bom ou, pelo menos, o que há de melhor da produção nacional. É verdade, mas está cheio de bares e restaurantes que não têm um vinho nacional decente na carta. Pior, em alguns lugares mais populares, podem oferecer vinho de garrafão, ou colonial como eles chamam. 

Claro que há restaurantes de qualidade com cartas internacionais de bom padrão, mas quem está interessado em diversidade tem que escolher o endereço. Uma boa opção é a Vinum Enoteca. Localizada no charmoso bairro do Moinho dos Ventos, a casa tem cerca de 400 rótulos que podem ser escolhidos direto da prateleira. Ponto a favor: tem um bom número de rótulos locais. Mas, se você é tão apaixonado por vinho quanto eu, tire um ou dois dias extra e vá para a Serra Gaúcha. fica pertinho, uma hora e meia de carro. 

Lá você vai visitar vinícolas, falar com produtores, beber coisa muito boa. Grandes espumantes, ótimos brancos e tintos cada vez melhores, vinhos que têm história. O passeio é o máximo. Vou pelo menos uma vez ao ano. Dê uma olhada nos posts que fiz no início deste ano sobre minha viagem à serra. Só uma coisa: o parreiral não vai estar cheio de uva como na foto ao lado, que tirei em fevereiro.

Recife
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Recife costuma se anunciar como o terceiro maior pólo gastronômico do Brasil. Não sei bem o que isso significa. Seria a terceira cidade com melhor oferta de restaurantes per capita do Brasil? Talvez. Não importa se a afirmação é exatamente verdadeira. O que importa é que a capital pernambucana tem de fato uma ótima oferta de restaurantes de boa qualidade, muitos que podem ser chamados gastronômicos (se é que existe algum restaurante que não seja gastronômico, um restaurante cardionômico, quem sabe). 

O torcedor não terá grandes dificuldades para beber bons vinhos durante às refeições -- pelo menos, não dificuldades muito maiores do que paulistanos e cariocas ainda enfrentam no dia-a-dia. Porém, se você quiser apenas beber, comendo alguns petiscos recomendo a Casa dos Frios (foto), no bairro das Graças (ou no shopping, se preferir). Uma espécie de empório ultra bem sortido, a casa tem um bar de vinhos com uma máquina para 12 garrafas, que servem doses de 30, 75 ou 150 ml. Além disso, pode escolher um dos mais de 1000 rótulos da loja e levar para a mesa. 

Se estiver por lá, não deixe de comer o bolo de rolo deles, é o mais tradicional da cidade. Aliás, compre vários para levar para casa e presentear os amigos. Outra boa opção é o Club du Vin, em Boa Viagem, um misto de loja e bistrô. Lá você também pode escolher um rótulo na prateleira (mais 400 opções) e tomar junto a alguns petiscos.

Rio de Janeiro
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Infinitas, as opções não são nunca. Não conheço mais nenhum lugar onde se possa tomar espumantes no calçadão no Rio de Janeiro. Cada vez que vou á cidade, morro de saudades do Bar & Champanheria Copacabana, um quiosque como tantos outros de Copacabana, só que servia champanhes e espumantes. Fechou faz uns dois anos. Mas não se pode reclamar da falta de lugares para se beber bons vinhos no Rio. 

Vamos supor que tenha o ingresso para a final (que inveja!) e o Brasil saia campeão. Nesse caso, você não pode beber outra coisa que não seja espumante. Eu tomaria um champanhe de uma vez. Se estiver se sentido poderoso, a pedida é o Bubble Bar (foto), que fica anexo ao restaurante Bazzar, em Ipanema. O bar, que tem apenas 14 lugares, é dedicado a champanhes, espumantes, cervejas e jerez (que não tem bolhas, mas é uma delícia), sempre rótulos especiais dessas categorias. Eles têm Krug, Dom Perignom, Gosset, Ferrari, etc.. 

Dos nacionais, têm Chandon Excellence, Cave Geisse terroir Nature, Millésime, entre outros. Outra opção é o Charleston Bubble Lounge, em Copacabana. Eles têm 140 rótulos de vinhos borbulhantes, que costumam ser acompanhados de Jazz, Blues ou Charleston.

Salvador
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Há vários restaurantes onde você encontra uma boa carta. Com comida baiana, recomendo que tome branco ou espumante ou uma bela caipirinha de cachaça. Mas, se preferir pesticar, pode experimentar o Bacco Champagneria e Wine Bar (foto), no Salvador Shopping. 

Odeio bares e restaurantes em shoppings, mas este tem um terraço super bacana para a rua. Tem uma diversidade razoável de vinhos: 80 rótulos, entre tintos, brancos e espumantes, vendidos por garrafa. Oito dessas garrafas ficam também na máquina que serve doses de 25, 75 ou 150 ml. Os rótulos servidos em taça estão sempre sendo trocados.

São Paulo
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É a cidade onde eu moro, então, conheço melhor. Mas acho que, fora isso, São paulo é realmente a cidade onde você tem mais opções de casas para beber bons vinhos. Não vou nem falar dos restaurantes. Vamos falar apenas dos bares de vinho. Há muitos. Os três que eu mais vou são o Bardega, a Enoteca Decanter e o Vino!. O Bardega, na Vila Olimpia, é a meca do enófilo. Tem 12 máquinas enomatic, cada uma delas com 8 rótulos diferentes (doses de 30, 60 e 120 ml) e mais um bar de espumantes e champanhes. 

Tudo da melhor qualidade, selecionados por Arthur Azevedo, meu ex-professor e uma das pessoas que mais entende de vinhos que eu conheço. E as comidinhas são uma delícia. Único perigo (no meu caso, certeza) é se empolgar, tomar 30 ml de um barolo, 30 ml de um borgonha, 60 ml disso, 60 ml daquilo, mais umas tantas taças e, pronto!, lá se foi uma fortuna. Outro bar de que gosto muito é a Enoteca Decanter, no Itaim. 

São 50 rótulos por taça e todo portfólio da loja para ser bebido ali sem nenhum acrescimo no preço. As comidinhas também são uma delícia. Tenho ido bastante recentemente também no Vino!. Um misto de loja, wine bar e restaurante, eles têm também uma boa variedade de cervejas especiais. Você pode pedir uma comida do cardápio ou se servir do bufê de frios.

Fonte: Brasilpost

Não tem jeito, as boas Belgas trazem aquele amargor típico de um tempo a mais na pós-fermentação. Não é Lúpulo, é do processo de fabricação tradicional deles, a cerveja tipo Abadia, que traz traços sutis de ácido láctico de fermentação tardia e com toque levemente adocicado.


Como produto resultante desta escola, temos uma cerveja super cremosa, de espuma sólida com bolhas pequeninas, que é muito clara e persistente, e com linda cor âmbar levemente escura. Esta Leffe Blond Blond é um exemplar destra tradição Belga. Vale cada Real e gole - promocionalmente a R$ 8,90 em Florianópolis na semana de 15 de Junho, em outras datas custa ao redor de R$ 13,00 a garrafa de 330ml. TA de 6,6%.
A exportação de vinhos finos brasileiros aumentou quatro vezes na comparação do acumulado dos primeiros quatro meses do ano com o mesmo período no ano passado. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (23/5) pelo Wines of Brasil, programa de promoção do produto nacional realizado pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações (Apex).

As vendas externas geraram um faturamento de US$ 5,75 milhões, 4,5 vezes a mais que no período de janeiro a abril de 2013 e 6,6% a mais que em todo o ano passado. O volume embarcado foi de 1,4 milhão de litros, um crescimento de 292,3% em relação ao primeiro quadrimestre de 2013.

Na avaliação do Wines of Brasil, a realização de grandes eventos, como a Copa do Mundo, atraiu a atenção do mercado internacional para o produto brasileiro. O resultado foi impulsionado, principalmente, pelas vendas a grandes redes varejistas no Japão e países da Europa.

“No ano passado, estas empresas visitaram o Brasil, conheceram de perto a produção vitivinícola brasileira e começaram a fechar os contratos”, disse a gerente do Wines of Brasil, Roberta Baggio pereira, de acordo com comunicado oficial.

O número de países compradores passou de 26 para 33 comparando o período de janeiro a abril de 2014 com o mesmo intervalo no ano passado. O Reino Unido liderou a lista dos principais destinos, seguido por Bélgica, Alemanha e Holanda.

O Wines of Brasil registrou também valorização de 21% do vinho fino brasileiro exportado. Nos primeiros quatro meses deste ano, o preço médio foi de US$ 4,02 por garrafa. No período de janeiro a abril de 2013, foi de US$ 3,32.

Fonte: Globo Rural

Um dia destes vi na TV uma costela suína preparada ao molho de laranja... Mas como já harmonizei aqui vários pratos com laranja e vinhos, decidi modificar e partir para uma costelinha ao molho de frutas vermelha para cair bem com um Pinot Noir que estava esperando uma oportunidade na adega...

Mãos à massa.

Vamos preparar a base de sabor: adicione suco de limão na costela e um pouco de azeite e tempero alho e sal. Repouse em uma forma a costelinha com os ossos para baixo, adicione na parte superior uma boa camada de geleia de frutas vermelhas e conclua com as amêndoas fatiadas. Para euq ela cozinhe e fique bem soltinha, soltando dos ossos, adicione cerveja (ou vinho) na forma até cobrir aproximadamente metade das costelas, e finalize com pingos de vinagre balsâmico sobre as amêndoas.

Cubra o conjunto com papel alumínio, aqueça o forno em médio-baixo e deixe no forno por ao menos uma hora e meia (sempre coberto).

Teste ao final deste período se a carne está soltando dos ossos. Caso positivo, retire a tampa /papel alumínio e regue a forma com um pouco mais de cerveja ou vinho. Agora sem cobertura, suba o forno para o máximo de potência e deixe ao redor de 30 minutos para dourar.

O resultado é uma costela bem leve, e que com um Pinot Noir de mesa vai cair bem (veja aqui nossa matéria sobre este vinho), pois a carne não é tão gordurosa a ponto de pedir um vinho com muito tanino ou maior expressão... Mas vá pela sua preferência, muitos preferem um Malbec aqui!

Para acompanhar um pão integral, manteiga, algumas pitadas de pimenta ou pimenta do reino.

INGREDIENTES:

  • Costela Suína
  • Amêndoas cortadas em lascas
  • Geléia de Frutas Vermelhas
  • Tempero Alho e Sal
  • 1 Limão
  • Cerveja
  • Vinagre Balsâmico



Me parece mais genérico Chileno da uva Carmenere. Fundo leve de madeira, taninos sob controle, cor profundamente rubi e buquê tracional. Com fundo de frutas vermelhas e rótulo bacaninha. Resumindo, é bacaninha para acompanhar o prato do dia.

Em Florianópolis este Chileno da casa Cono Sur, Carmenere safra 2013 custa R$ 19,90.
Acaba de chegar ao mercado a nova edição da publicação especializada sobre o vinho brasileiro, o Anuário Vinhos do Brasil, em versão bilíngue (português e inglês), com todos os números do mercado e um ranking de mais de 850 vinhos brasileiros.   Uma parceria da Baco Multimídia com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), foi lançado a terceira edição do Anuário Vinhos do Brasil, consolidando-se como a maior referência nacional e internacional sobre os vinhos do Brasil e o mercado brasileiro da bebida. 

O lançamento aconteceu na ExpoVinis, em São Paulo, realizada no mês de abril. Na ocasião, também foram entregues os certificados aos campeões da Grande Prova Vinhos do Brasil, que neste ano contou com número recorde de amostras (856), elegendo os melhores em 20 categorias.   

A publicação atualiza a apresentação do vinho brasileiro e das regiões produtoras. Em formato de revista premium, o anuário é um raio-x dos mercados interno e externo vinícola, além de abordar as perspectivas para a produção vitivinícola brasileira, mostrando as inovações do setor e as ações institucionais para dar continuidade à retomada de mercado registrada em 2013, quando se registrou uma expansão de quase 10% nas vendas de vinhos nacionais.   

Para Carlos Paviani, diretor executivo do Ibravin, "o anuário oferece um panorama completo do setor e nesta terceira edição mostra a grande evolução que nossa indústria teve neste período".

Fonte: Brasilturis
O Brasil foi o convidado de honra da edição 2014 do concurso ''Citadelles du Vin'', que acontece todos os anos na região de Bordeaux e premia os melhores vinhos estrangeiros. Neste ano, a competição reuniu sommeliers do mundo todo nos dias 18 e 19 maio. A degustação incluiu 1081 vinhos de 28 países, incluindo 15 brasileiros. 

João Carlos Taffarel, técnico da Embrapa Uva e Vinho e diretor de Espumantes da Associação Brasileira de Enólogos.

O consumo de vinho no Brasil é de somente dois litros por habitante em um ano, mas a emergência da classe C e o desenvolvimento econômico recente no país o transforma em um mercado potencialmente atraente para os produtores franceses.

O problema é o preço: o produto chega a um custo inacessível para a maior parte da população, como explicou o presidente da Associação Brasileira de Sommeliers, Danio Braga."O governo brasileiro não entende o vinho como alimento, como na Europa. O vinho é tratado como super alcóolico, produzido com matérias-primas e são destilados em indústrias. O vinho não se fabrica, se produz e deveria ter um tratamento diferenciado, não para arrecadar imposto", diz.

O Concurso também foi uma oportunidade para mostrar o vinho brasileiro aos franceses e apresentar as regiões onde eles são produzidos. "O fato do Brasil ser o convidado de honra do evento mostra o interesse que o mercado mundial e os produtores têm em relação ao Brasil. O país tem um potencial bastante grande, zonas de produção e mercado para crescer. Apesar de não haver um grande consumo, temos potencial", disse João Carlos Taffarel, diretor técnico da Associação Brasileira de Enólogos.

Durante sua apresentação, ele explicou que novos estados, como Goiás e Paraná, têm surgido como áreas atraentes para a cultura. Hoje, 78% das vinícolas brasileiras estão na Serra Gaúcha, mas São Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais também têm se destacado. "O Brasil é um país continental. Temos várias regiões menos tradicionais mas com bastante potencial, cada uma delas tem seu valor", ressalta.

De acordo com ele, os vinhos de Bordeaux e o Champagne ainda são os mais consumidos pelos franceses. Já o produto brasileiro mais conhecido na França é o espumante, explica o presidente do Concurso, Hervé Romat. "São vinhos frutados e fáceis de beber. A qualidade do vinho não é apenas ligada à sua nobreza, mas ao prazer que ele proporciona ao ser consumido."

Qualidade que, segundo ele, os vinhos brasileiros têm de sobra. Assim como Danio, para o especialista francês, impostos mais baixos facilitariam a exportação e também ajudariam a cultura do vinho do Brasil. "O preço ainda é uma barreira para o mercado."

Fonte: RFI


A mistura de Alemão com um Irlandês só poderia dar algo bêbado demais para saber alguma coisa - já dizia a piada... Bem, esta cerveja da Franziskaner que parece unir a tradição de Trigo da Bavária com o torrado das pesadas Irlandesas faz jus a piada, te leva a entornar algumas delas e pode trazer conseqüências... Porque? Bem é leve adocicada, traz cor âmbar escura, espuma creme leve,corpo bem cremoso e muito fácil de beber.

Sai na rede Forte Distribuidora por R$ 9,90 no atacado aqui em Florianópolis, corra e veja se confere em outras cidades, vale muito cada gole, corra. Tem TA de 5%, mas a garrafa de 500ml irá descer fácil como uma latinha de 350ml sem problemas. Cuidado!


Uma Ale Britânica de respeito. Envelhecida em barril de carvalho por 2 anos, traz incomparável taninos e ótimo amargor misto deste com lúpulo. A cor é de Chá Mate com estrema limpidez, é transparente. O sabor é o mais interessante; sensação leve para uma cerveja com 6% de TA, com fundo de malte torrado, sem sabor adocicado, bem seca (dry) e lembra um pouco frutas vermelhas bem no fundo.


A Strong Suffolk Vintage Ale custa aqui em Florianópolis R$ 32 a garrafa de 50ml, bem salgada, mas vale a diversão. Descoberta na Lighthouse Cafés Especiais, Rua São Jorge 160 aqui em Florianópolis.
Com uma exportação de vinhos que cresce cerca de 25% a cada ano, a Nova Zelândia aposta também em suas mais de 500 vinícolas para atrair visitantes internacionais. Para isso, a Associação de Vinícolas da Nova Zelândia assinou parceria com a Air New Zealand, companhia aérea nacional que atua como embaixadora do país internacionalmente, para promover o país como destino também no segmento vinícola. A parceria focará a promoção das vinícolas neo-zelandesas nos mercados norte-americano e asiático, não apenas nos voos da Air New Zealand mas também em eventos para trade e consumidores nos Estados Unidos, Canadá e China. “Nos últimos cinco anos mais de um milhão de visitantes internacionais conheceram nossas vinícolas e vinhedos, enquanto muitos outros em todo o mundo puderam experimentar nosso excelente vinho”, disse o CEO da Air New Zealand, Chritopher Luxon. 

Destinos , Villa Maria, em Auckland, é uma das três maiores vinícolas do país

O presidente da Associação de Vinícolas do país, Philip Gregan, comemorou a parceria e destacou que os turistas motivados pela apreciação de vinhos gastam, em média, três vezes mais que o turista internacional médio em visita à Nova Zelândia. “A parceria com a Air New Zealand será benéfica tanto para atrair mais visitantes para o país quanto para apoiar a exportação de nossos vinhos internacionalmente. Acreditamos que será vantajosa tanto para a Air New Zealand quanto para a indústria vinícola, reforçando a marca de nosso país no Exterior”, analisou Gregan. 

A Nova Zelândia tem dez principais regiões produtoras de vinhos, nas ilhas Norte e Sul, sendo reconhecida internacionalmente pela produção de sauvignon blanc, pinoir noir e pinor gris. A produção de vinhos emprega cerca de 16,5 mil pessoas no país e movimenta aproximadamente NZ$ 1,5 bilhão ao ano (NZ$ 1 = US$ 0,98). Austrália, Grã-Bretanha e Estados Unidos são os três principais importadores do vinho da Nova Zelândia. 

Fonte: Panrotas


Parte de uma coleção de vinhos raros e refinados do ex-treinador do Manchester United, Alex Ferguson, alcançou nesta quinta-feira a soma de 490.985 euros em um leilão realizado na casa Christie's em Londres.

Os 140 lotes postos à venda nesse leilão de nome "Vinhos Finos e Raros da Coleção de Sir Alex Ferguson" incluíam um Magnum de Domaine de la Romanée-Conti Burgundies de 2002 que, sozinho, encontrou comprador pela quantia de 20.251 euros.

Curiosamente, o valor alcançado hoje na Christie's é a soma que o atacante inglês Wayne Rooney recebe em menos de sete dias de trabalho após ter renovado em fevereiro com o Manchester United em um acordo avaliado em 369.395 euros semanais.

Este foi o segundo de três leilões da impressionante coleção de vinhos do escocês. A adega do técnico mais bem-sucedido da história do futebol britânico inclui uma gama notável de vinhos raros, que datam de 1986 até 2011.

Segundo explicou o treinador escocês, colecionar vinhos lhe serviu como "distração" ao mesmo tempo em que lhe proporcionou "um equilíbrio na vida" que ajudou-o a "enfrentar a intensidade e as exigências" requeridas como técnico do Manchester.

Fonte: Terra


Mendoza, na Argentina, ganha primeiro voo direto que liga o Brasil com a capital do vinho da América do Sul. Operado pela Aerolíneas Argentinas, o voo é uma parceria do Ministério de Turismo de Mendoza com a CVC, sendo comercializado com exclusividade, em pacotes de viagens partindo de São Paulo. As saídas são semanais. O novo voo terá início no próximo dia 18 de junho, e se estenderá até 3 de agosto, numa operação especial com partidas aos domingos, exceto no voo inaugural, que será numa quarta-feira, véspera de feriado de Corpus Christi. Ao todo, serão 400 lugares garantidos pela operadora para o período, voando com um Boeing 737-700, com 128 lugares.

A novidade deve ampliar a oferta de pacotes da operadora rumo a Mendoza, até então operados somente via Buenos Aires e Santiago. Serão três novas opções de roteiros para a cidade, sendo eles: "Econômico", "Vinhos e Neve" e "Luxo". Todos com sete noites e atrações que podem incluir visita ao pico mais alto da Cordilheira dos Andes, o Aconcágua, ou ainda às vinícolas das regiões de Maipú, Luján de Cuyo e Valle de Uco. Os pacotes custam a partir de US$ 1.248 por pessoa.

A CVC também oferece condições especiais nos trechos internos (addons) para embarques de todo o País rumo à capital paulista.

Para o ministro de Turismo de Mendoza, Javier Espina, diminuir a distância entre os dois países é um sonho concretizado. "Não tínhamos uma empresa forte como a CVC para encampar essa ideia. Agora conseguimos reunir os três fatores fundamentais para o sucesso deste voo: CVC, Aerolineas Argentinas e o próprio destino Mendoza, com sua ampla oferta turística, que certamente atrairá um número cada vez maior de brasileiros", conclui. Em 2013, a província de Mendoza recebeu cerca de 2,9 milhões de turistas, sendo 72,4 mil turistas brasileiros.

Mendoza está situada aos pés da Cordilheira dos Andes. É famosa pela produção de vinho e azeite. A Argentina possui 1,2 mil vinícolas: 940 estão em Mendoza, província que representa 70% da indústria vitivinicultura do país. Ocupa o 9º lugar, em nível mundial, juntamente com Melbourne (Austrália), Bordeaux (França), São Francisco e Valle de Napa (Estados Unidos), Porto (Portugal), Bilbao e Rioja (Espanha) e Cidade do Cabo (África do Sul). Anualmente produz cerca de 1 bilhão de litros de vinho, em grandes vinícolas, com moderna tecnologia e em pequenas cavas artesanais e familiares.

Outras atrações da região: prática de esportes, com destaque para os de aventura (montanhismo no Aconcágua, que é o ponto mais alto das Américas: 6.962 metros acima do nível do mar). Ao todo são mais de 40 opções de atividades, em rios, no ar ou nas montanhas, tanto no verão como no inverno, sobretudo em seus dois centros de esqui: Las Leñas e Penitentes. Os roteiros podem se conferidos nas agências multimarcas e lojas da CVC. Informações: www.cvc.com.br .

Fonte: Cruzeiro do Sul


Cheiro de açafrão, limão e pimentas tomam conta do ambiente, a cada minuto que passa o apetite fica mais atiçado...

Esta é uma receita que acabei de inventar, bem simples e picante, e até leve. E sim, são apenas estes temperos nas coxas de frango, e acompanhando pão com manteiga ou azeite e cerveja preta. Aqui estou tocando uma Caracu, um Stout  Brasileira, enquanto o frango assa no forno, porém quando o frango ficar pronto abrimos outra moreninha para acompanhar o frango...

INGREDIENTES:
  • Coxas de Frango
  • Tempero Alho e Sal
  • Açafrão em pó
  • Três Limões, um Galego (amarelo) e dois Tahiti (verdinho tradicional)
  • Mix de Pimentas moídas
  • Molho de Pimenta Tabasco
  • Pão "Australiano" e Pão Caseiro Branco (algumas fatias)
MODO DE PREPARO:
  • Aqueça o forno até alcançar a potência máxima
  • Esprema os limões sobre as coxas (pode até ralar um pouco do Tahiti em cima, pouco)
  • Adicione o alho e sal (a gosto)
  • Adicione bastante pimenta ralada (mix)
  • Misture tudo na forma mesmo, deixando o suco lá
  • Pouvinhe o açafrão em cima das coxas já temperadas
  • Pode adicionar gotas de molho de pimenta Tabasco e jogar no forno!
  • Caso o forno seja muito forte, pode virar as coxas no "segundo tempo"
  • Adicione as fatias de pão sobre as coxas nos últimos 5 minutos
  • Não deixe secar demais o frango, sirva com o pão aquecido!
  • Use manteiga ou azeite para temperar as fatias de pão, ou mesmo o suco do frango


Segunda-Feira, o dia mais chato da semana, então fazer o que? Um churrasquinho no Gengis Khan fora-da-lei ora bolas! Nada planejado, apenas o tempo frio e o dia do calendário de inspiração... Momento certo, fogo no mongol de aço, deixei chegar no ponto, toquei os contra-files com cebolas em rodelas, e acompanhando arroz e um vinho Pinot Noir Adobe do Chile....

A janta estava melhor, já que este vinho mesmo orgânico não trouxe nada demais, aliás decepcionou pois tem um toque muito suave, meio açucarado, mesmo com TA de 14%.


A última vez que preparei um Gengis Khan foi na varanda do apartamento na época da universidade, e fazia uma baita fumaça, sempre "ateava fogo" fazia uns hambúrgueres ou bifes e já apagava e guardava antes de alguém vir reclamar... Eram os hambúrgueres e bifes fora-da-lei. De todo modo, fiz hoje um rápido e ligeiro para não receber reclamações dos vizinhos. Contra-Filet fora-da-lei de novo, será?

Foto: Fuji XE1, 35mm f1.4, ISO 500, f4.6, 3s e simulação Astia.
Um dos maiores desafios da Wine.com.br quando abriu seu site, em 2008, era instigar o consumidor a comprar vinho pela internet e convencê-lo a fazer isso com frequência - dentro do conceito de "assinatura", a pessoa precisava aceitar a ideia de pagar uma quantia mensal para receber os rótulos em casa.


Para atingir a meta de aumentar seu faturamento de R$ 125 milhões, no ano passado, para R$ 210 milhões, em 2014, a empresa está encarado o desafio de melhorar seus processos logísticos por meio do emprego de tecnologia. "O mercado ainda é muito pequeno e oferece espaço (para o crescimento)", afirma Rogério Salume, fundador da Wine. "Estamos investindo para melhorar processos, logística e a navegabilidade do site."

A empresa oferece mais de 2 mil rótulos, tem um centro de distribuição no Espírito Santo e promete entregar produtos em até três dias úteis. Só em 2014, o site já vendeu cerca de 2,5 milhões de garrafas. Se o desafio da Wine é a logística, para quem pretende empreender nesse ramo há essa e outras barreiras, afirma o professor de empreendedorismo do Insper, Marcelo Nakagawa.

De acordo com o especialista, os novos empresários precisam ter acesso às vinícolas e criar laços com o cliente. "Pode ser fácil entrar no mercado, mas difícil se manter", diz.

Como o segmento já tem um grande competidor, segundo Nakagawa, um caminho promissor é encontrar um nicho. "Oferecer itens diferentes ou especiais de pequenos produtores ou até mesmo diversificar a vitrine com outros tipos de bebidas, como o uísque, podem ser saídas", explica.

Aposta
A Vinno, novata no segmento, enfrenta justamente esses desafios. A empresa, de São Caetano do Sul (SP), abriu as portas em janeiro com R$ 480 mil de investimento de quatro sócios. Um deles, Gustavo Wotte, diz que o plano é faturar R$ 1 milhão em 2014.

A Vinno tem 220 rótulos, mas a expectativa dos proprietários é dobrar o número ainda neste ano. "Estamos contatando dois fundos de investimentos. Com isso esperamos crescer até cinco vezes nos próximos anos e atingir um faturamento de R$ 5 milhões", afirma.

Por enquanto, a empresa conta com 54 mil clientes cadastrados, sendo que 1,6 mil já compraram produtos e 540 fizeram mais de uma aquisição. O valor médio das compras, segundo Wotte, é de R$ 180. "Estamos recebendo de 400 a 500 pedidos por mês", diz. A empresa pretende lançar, no mês que vem, um clube de assinaturas.

Um dos pontos fortes da marca, segundo o empresário, é que a empresa já compra uma quantidade que permite trabalhar com preços "justos" para o cliente. "Conseguimos oferecer preços mais baixos porque compramos bem", afirma Wotte. A Vinno tem hoje de 60 fornecedores, entre vinícolas e importadoras. 

Fonte: O Estado de S. Paulo.

Esta Dunkel é um exemplo da dedicação e precisão Alemã. Produzida à base de trigo e cevada (malte), a Dunkel da Erdinger apresenta uma resultado muito equilibrado, algo entre um Audi e VW, nada extravagante, mas é "pau para toda obra", pode abrir que é boa, funciona. A tostagem equilibrada transforma o amido em açúcar no ponto certo - não fica "açucarada" e enjoativa como diversas cervejas pretas e mesmo Dunkels. Já sobre o frescor, o lúpulo é bem leve e não briga com os ingredientes, com TA de 5,3% e tem uma espuma densa e persistente.

Resumindo, é uma cerveja no ponto. Deguste e aproveite. Infelizmente tem um preço elevado no Brasil. Aqui em Florianópolis sai por R$ 13,00 a garrafa.

Sobre a foto: Fujifilm XE1 35mm f1.4. ISO 200, f11, 15s, polarizador circular e simulação de filme Astia.


Lotes foram recolhidos do mercado, segundo Ministério da Agricultura.
Adulteração foi encontrada em produtos de 13 vinícolas da serra gaúcha.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou nesta sexta-feira (2) as empresas e marcas de vinho investigados por suspeita de adulteração com antibióticos no Rio Grande do Sul. A lista inclui rótulos fabricados por 13 vinícolas do estado.

De acordo com o chefe do serviço de inspeção vegetal do Mapa no estado, José Fernando Werlang, exames constataram a presença da substância natamicina, antifúngico que prolonga a conservação do vinho. O uso da substância como conservante é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Todos os lotes já foram recolhidos do mercado. As amostras foram coletadas no ano passado em 53 indústrias pelo Serviço de Inspeção de produtos de Origem Vegetal (Sipov). Segundo Werlang, a natamicina era utilizada por ser um produto barato e eficiente para matar germes e bactérias, mas que pode gerar resistência a outros remédios se ingerida com frequência. O Mapa alertou que as empresas foram autuadas e poderão ser fechadas se reincidirem na adulteração.

Para o diretor do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), Carlos Paviani, a fraude prejudica a imagem do vinho gaúcho no mercado. "Esperamos que o problema seja detectado o mais breve possível e que as empresas que estão atuando irregularmente sejam autuadas e pelo ministério e cessem imediatamente para não acarretar uma imagem ruim para todo o setor vitivinícola", afirmou. 

Os vinhos que tiveram lotes recolhidos são os das marcas Casa Gilioli, Casa Gilioli Seleção, Casa Motter, Bela Itália, Del Tchodo, Bortolini, Quinta Estação, Cave Titton, Bampi, Forqueta, Muraro, Adega Forqueta, Don Victor Emanuel, Santini, Capelleti, Santa Teresa de Calcuta, Santa Teresa de Ávila, San Francisco, Don Silvestri, Del Prado PIO XII.

O que dizem as empresas
A VT Vinhos LTDA declarou a empresa foi surpreendida com a divulgação do Ministério. De acordo com a empresa, a análise é antiga e não há motivo para preocupar a população, já que os produtos não teriam ido para o mercado. A empresa pretende  se posicionar oficialmente na segunda-feira (5), mas adianta que sua estrutura está disponível para análise dos técnicos.

A Cooperativa Victor Emanuel LTDA nega que seus produtos tenham qualquer tipo de antibiótico e que não possui vinhos em estoque com problemas.
O representante da Santini Indústria Vinícola LTDA afirmou que a empresa ainda está analisando os dados do ministério para poder se manifestar de forma mais precisa.
Segundo a representante da Vinícola Capeletti, a divulgação do Mapa é inconclusiva e não há provas de que produtos ilegais tenham sido utilizados nos vinhos produzidos.

A Vinhos Bampi LTDA afirmou que não pretende se manifestar sobre o assunto.

O G1 entrou em com a Cooperativa Vitivinícola Forqueta, Vinícola Gilioli, Indústria e Comércio de Bebidas Del Colono LTDA, I.A. Sandi e Adega Silvestri, mas os representantes das empresas não foram localizados pelos funcionários.

A Vinícola Casa Motter foi contatata, mas ainda não se manifestou sobre o caso.

Já os responsáveis pela Indústria Vinícola São Luiz LTDA e pela Indústria e Comércio de Bebidas CMS LTDA ainda não foram localizados.

Confira a lista de empresas, marcas e lotes 
Vinícola Gilioli LTDA
- vinho tinho de mesa suave bordo (Casa Gilioli) - Lote 27/05/13 e 26/06/13
- vinho branco de mesa suave (Casa Gilioli) - Lote 09/06/13
- vinho tinto de mesa suave (Casa Gilioli Seleção) - Lote 25/07/13
- vinho branco de mesa suave (Casa Gilioli Seleção) - Lote 23/07/13

Vinícola Casa Motter
- vinho rosado de mesa suave (Casa Motter) - Lote 005
Indústria e Comércio de Bebidas Del Colono LTDA
- vinho tinto de mesa suave (Bela Itália) - Lote 01
- vinho branco de mesa suave (Bela Itália) - Lote 10
- vinho branco de mesa suave (Del Tchodo) - Lote 03
Indústria Vinícola São Luiz LTDA
- vinho tinto de mesa suave (Bortolini) - Lote 02/11

VT Vinhos LTDA
- vinho tinho de mesa suave (Quinta Estação) - Lote 01/2013
- vinho branco de mesa (Cave Titton) - Lote 01/2013
- vinho tinto de mesa suave (Cave Titton) - Lote 01/2013

Vinhos Bampi LTDA
- vinho tinto de mesa suave (Bampi) - Lote 002

Cooperativa Vitivinícola Forqueta
- vinho branco de mesa suave (Forqueta) - 04
-  vinho tinto de mesa suave (Muraro) - Lote 002
- vinho rosado de mesa suave (Forqueta) - Lote 05
- vinho tinto de mesa suave (Adega Forqueta) - Lote 149

Cooperativa Vinícola Victor Emanuel LTDA
- vinho tinto de mesa suave (Don Victor Emanuel) - Lote 05
- vinho branco de mesa suave (Don Victor Emanuel) - Lote 02

Santini Indústria Vinícola LTDA
- vinho tinto de mesa suave (Santini) - Lote 008/13

Vinícola CapellettiLTDA
- vinho tinto de mesa suave (Capelleti) - sem lote

I.A. Sandi
- vinho tinto de mesa suave (Santa Teresa de Calcutá) - Lote 003
- vinho tinto de mesa suave (Santa Teresa de Ávila) - sem lote
- vinho tinto de mesa suave (San Francisco) - Lote 01/10
- vinho branco de mesa suave (San Francisco) - sem lote

Adega SilvestriLTDA
- vinho tinto de mesa suave (Don Silvestri) - Lote 05
- vinho branco de mesa suave (Don Silvestri) - Lote 03
Indústria e Comércio de Bebidas CMS LTDA
- vinho tinto de mesa suave (Del Prado) -  Lote 04 e 26
- vinho branco de mesa suave (Del Prado) - Lote 01
- coquetel de vinho rosado (PIO XII) - Lote 01/02/03/04

Fonte: G1


Uau! Gato por "Leble"? Nem tanto, pois pelo menos esta Chinesa é sincera. A Tsingtao é uma cerveja Larger composta por Água, Malte, Arroz e Lúpulo. É bem leve no sabor e se aproxima de nossas Skol e Brahma, mas tem a dignidade de informar que na composição tem Arroz! Algo que as nossas compatriotas nem sequer detalham, apenas dizem: Cereais Não Maltados - vá lá saber o que tem dentro. De Milho a Capim! E o que a difere das tradicionais populares Made in Brazil? Um leve amargor a mais de Lúpulo que resulta em um levíssimo amargor-frescor. Nada de mais.

Tem TA de 4,7%, produzida na China com valor de R$ 3,75 em Florianópolis. Não compre em volume para aquele churrasco insano. Afinal, não testei em escala, como todos nos obviamente já estamos as nacionais! Boa sorte, vale conferir para ver como é uma cerveja explicitamente não pura versus as nossas!


Foto: Gustavo Jota, Fujifilm XE1, 35mm f1.4.

Evento na Usina do Gasômetro trouxe 25 vinícolas, expositores de embutidos, artesanato e opções gastronômicas

Preços cerca de 20% mais baixos que os dos pontos de venda tradicionais e maior diversidade de vinícolas atraíram consumidores e apreciadores de vinhos no fim de semana em Porto Alegre. A 11ª feira do Vinho, na Usina do Gasômetro, deve superar a comercialização de 18 mil garrafas, entre variedades da bebida e sucos de uva. Estandes de comidinhas para harmonizar com as opções compradas pelo público também foram considerados diferenciais para quem foi ao centro cultural desde o dia 28 de maio, quando a feira começou. A promoção das vinícolas gaúchas deve se prolongar com eventos dos próprios organizadores da feira durante a Copa do Mundo de 2014, no Parque da Harmonia.
Vinte e cinco vinícolas (três estreantes), cinco tendas de frios (queijos e salames), barraquinhas de artesanato e cinco opções de quitutes gastronômicos do movimento Comida de Rua abasteceram o público nos cinco dias. O comerciante de veículos Marcos Caldart foi pela primeira vez à feira no sábado e voltou ontem para reforçar o estoque de vinhos, espumantes, sucos e frios. Para se certificar da vantagem de comprar na mostra, Caldart pesquisou antes no supermercado os valores. “Estou comprando uma espumante por R$ 35,00, e no supermercado, não sai por menos de R$ 45,00”, citou, ressaltando que encontrou na feira mais opções de bebidas das safras gaúchas e de casas que nem sempre estão disponíveis. “Prefiro sempre as nossas marcas, por qualidade e preço”, destacou Caldart.
Entre os estreantes, os donos da Granja da Telha, de Canela, viram na feira a chance de mostrar ao público produtos que começaram a ser produzidos há oito anos. O enólogo e um dos donos, San Martini Ferreira, encara a degustação e frequentadores de perfil muito variado como marcas da programação. Com média da garrafa de vinho de varietais a R$ 14,00, Ferreira apontou comprovou intensa pelo suco de uva. “Quem prova o nosso percebe a diferença”, propagandeou. Vendedora dos vinhos produzidos pela Fazenda Guatambu em Dom Pedrito, Maria Helena Lima surpreendeu-se com o interesse na marca. “As pessoas não conhecem e acham que vinho existe na Serra Gaúcha”, observou Maria Helena. É o primeiro ano da empresa, com a coleção Rastro do Pampa, que vendeu quase 300 garrafas até a tarde de ontem.
A Casa Valduga, entre as maiores conhecidas no País e presente no mercado externo, registrou venda 30% maior neste ano em relação a 2013. Leo Dreher, consultor comercial, destacou que o ambiente atraiu mais o público e somou mil garrafas somente de vinhos e espumantes. Ontem, as últimas unidades estavam no balcão, entre elas o Merlot História, o principal ícone da vinícola e com preço de R$ 300,00. Apenas uma garrafa ainda estava disponível. “É uma safra especial, feita a cada quatro anos, com número restrito de garrafas, em que 90% da produção foi vendida antes de ficar pronta”, valorizou Dreher. O consultor citou que a proximidade com o Mundial, que terá eventos de promoção e degustação no Parque da Harmonia, favoreceu a feira.

Na gastronomia, a chef Juliana Ferreira apresentou sanduíches com queijos finos e ajudou muitos visitantes a combinar adequadamente vinho e comida. Pietro Rocha, do Guia Colaborativo de Gastronomia Consciente, elaborou carreteiro de charque e pinhão, inspirado nos vinhos produzidos pelas diversas regiões do Estado. “Há um grande potencial a ser explorado com as duas áreas.”

Fonte: Jornal do Comércio