Preço e variedade atraem na Feira do Vinho

Evento na Usina do Gasômetro trouxe 25 vinícolas, expositores de embutidos, artesanato e opções gastronômicas

Preços cerca de 20% mais baixos que os dos pontos de venda tradicionais e maior diversidade de vinícolas atraíram consumidores e apreciadores de vinhos no fim de semana em Porto Alegre. A 11ª feira do Vinho, na Usina do Gasômetro, deve superar a comercialização de 18 mil garrafas, entre variedades da bebida e sucos de uva. Estandes de comidinhas para harmonizar com as opções compradas pelo público também foram considerados diferenciais para quem foi ao centro cultural desde o dia 28 de maio, quando a feira começou. A promoção das vinícolas gaúchas deve se prolongar com eventos dos próprios organizadores da feira durante a Copa do Mundo de 2014, no Parque da Harmonia.
Vinte e cinco vinícolas (três estreantes), cinco tendas de frios (queijos e salames), barraquinhas de artesanato e cinco opções de quitutes gastronômicos do movimento Comida de Rua abasteceram o público nos cinco dias. O comerciante de veículos Marcos Caldart foi pela primeira vez à feira no sábado e voltou ontem para reforçar o estoque de vinhos, espumantes, sucos e frios. Para se certificar da vantagem de comprar na mostra, Caldart pesquisou antes no supermercado os valores. “Estou comprando uma espumante por R$ 35,00, e no supermercado, não sai por menos de R$ 45,00”, citou, ressaltando que encontrou na feira mais opções de bebidas das safras gaúchas e de casas que nem sempre estão disponíveis. “Prefiro sempre as nossas marcas, por qualidade e preço”, destacou Caldart.
Entre os estreantes, os donos da Granja da Telha, de Canela, viram na feira a chance de mostrar ao público produtos que começaram a ser produzidos há oito anos. O enólogo e um dos donos, San Martini Ferreira, encara a degustação e frequentadores de perfil muito variado como marcas da programação. Com média da garrafa de vinho de varietais a R$ 14,00, Ferreira apontou comprovou intensa pelo suco de uva. “Quem prova o nosso percebe a diferença”, propagandeou. Vendedora dos vinhos produzidos pela Fazenda Guatambu em Dom Pedrito, Maria Helena Lima surpreendeu-se com o interesse na marca. “As pessoas não conhecem e acham que vinho existe na Serra Gaúcha”, observou Maria Helena. É o primeiro ano da empresa, com a coleção Rastro do Pampa, que vendeu quase 300 garrafas até a tarde de ontem.
A Casa Valduga, entre as maiores conhecidas no País e presente no mercado externo, registrou venda 30% maior neste ano em relação a 2013. Leo Dreher, consultor comercial, destacou que o ambiente atraiu mais o público e somou mil garrafas somente de vinhos e espumantes. Ontem, as últimas unidades estavam no balcão, entre elas o Merlot História, o principal ícone da vinícola e com preço de R$ 300,00. Apenas uma garrafa ainda estava disponível. “É uma safra especial, feita a cada quatro anos, com número restrito de garrafas, em que 90% da produção foi vendida antes de ficar pronta”, valorizou Dreher. O consultor citou que a proximidade com o Mundial, que terá eventos de promoção e degustação no Parque da Harmonia, favoreceu a feira.

Na gastronomia, a chef Juliana Ferreira apresentou sanduíches com queijos finos e ajudou muitos visitantes a combinar adequadamente vinho e comida. Pietro Rocha, do Guia Colaborativo de Gastronomia Consciente, elaborou carreteiro de charque e pinhão, inspirado nos vinhos produzidos pelas diversas regiões do Estado. “Há um grande potencial a ser explorado com as duas áreas.”

Fonte: Jornal do Comércio
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