Vinho: a bebida da estação

Com inúmeras opções no mercado e o crescente aumento no número de consumidores, a tarefa de escolher um rótulo está cada vez mais difícil

vinho
A estação mais fria do ano chegou. E, com ela, as noites pedem uma boa taça de vinho – seja para acompanhar um jantar, assistir a um programa de televisão ou simplesmente relaxar após um dia de trabalho. E, pela combinação entre baixas temperaturas e maior acessibilidade a uma das bebidas mais consumidas no mundo, uma grande dúvida paira sobre a cabeça dos consumidores: o que é preciso levar em consideração na hora de escolher um vinho?
Para auxiliar, o enólogo responsável pela seleção de vinhos da Confraria do Vinho Itapema, Renato Rita, separou algumas dicas essenciais para não errar na escolha. De acordo com ele, o primeiro passo é saber para que o vinho se destina. “Se é para uma festa, deve-se pensar em algo que agrade fácil”, explica Renato. Para um jantar romântico, algo que agrade ao parceiro também. Para beber com amigos, algo que saia do tradicional. Para uma adega, o que envelheça bem. Mas, antes de tudo, é preciso estar atento às características do alimento que será servido junto, pois, se o vinho não combinar com o alimento, será decepcionante, por mais que se goste de um determinado rótulo.”

E, como a bebida muitas vezes também pode representar um status social, uma outra questão está relacionada ao valor de cada rótulo – já que cada vez mais os brasileiros estão tendo acesso a vinhos produzidos nas mais famosas vinícolas do mundo. “Nem sempre os vinhos mais caros são os melhores”, alerta o enólogo. “O mundo do vinho evoluiu muito; temos excelentes vinhos de valor acessível. O vinho caro tem obrigação de ser bom, porém pode ser muito complexo e não agradar aos neófitos. Um exemplo disto é o Brasil, que também evoluiu na qualidade dos seus vinhos, e hoje somos um player relativamente novo do mercado. Temos muito a avançar, já que temos vocação para espumantes, e, em Santa Catarina, para vinhos brancos.”

Se o cardápio da noite é mais elaborado, provavelmente você terá que investir em uma seleção mais completa de rótulos para agradar aos convidados e valorizar ainda mais o jantar com uma harmonização correta. De acordo com o enólogo, no mundo do vinho somente um tipo consegue harmonizar do início ao fim de um evento: o espumante, vinho dito curinga. “O ideal é identificar as características principais dos pratos e harmonizá-los com vinhos diferentes, pois isto valoriza a refeição e o momento”, orienta ele. “Desta forma, é necessário ficar atento aos aromas, aos taninos (no caso do tinto), à acidez, à persistência e ao equilíbrio da bebida – para, acima de tudo, não ser enjoativo.”

Se você quiser facilitar ainda mais, preste atenção nesta dica: os rótulos mais indicados pelo especialista são Luigi Bosca (Argentina), De Martino (Chile), Colombo e Labet (França), Soldera e Pio Cesare (Itália) e Amarem (Espanha). Vale lembrar que o consumo moderado de vinho (aproximadamente uma taça por dia) melhora o sistema cardiovascular – e, de quebra, torna qualquer momento mais saboroso e prazeroso.

Fonte: Click RBS
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