Polêmica: Crianças e Vinho!


O comentário ganhador do Concurso “Cultural” me induziu a algumas reflexões e perguntas. Vocês deixam ou deixariam um menor de idade tomar vinho?

Pessoalmente, como todo bom italiano, comecei a tomar vinho bem cedo, de criança mesmo: durante as refeições o meu avô costumava me servir um golinho diluído com água para me acostumar e o meu pai continuou me educando a beber responsavelmente da mesma forma, até me deixar tomar vinho puro quando adolescente (mas sempre em pequenas quantidades). Na Itália, como em outros Países do Velho Mundo, é uma questão cultural, lá a maioria dos pais faz isso. No meu caso gostei particularmente e depois quis aprofundar e estudar o assunto, mas mesmo os menos preparados, de uma forma geral, acabam tendo um paladar mais educado desde cedo.

É obvio que “moderação” tem que ser sempre a palavra-chave e que não podemos deixar menores tomando livremente álcool à vontade.

Mas por outro lado fico entediado na frente de campanhas falso-moralistas e das cruzadas proibicionistas, especialmente norte-americanas, que querem modificar os estilos de vida dos outros. Sinceramente fico mais preocupado com o elevado consumo de Coca-Cola, que é a primeira causa de obesidade infantil. E, segundo algumas recentes pesquisas, estes refrigerantes pareceriam conter até substancias cancerígenas. Já, pelo contrário, os efeitos benéficos do vinho seriam inúmeros (mas lembre-se da palavra-chave).

Além de tudo, acho que quem aprende a apreciar vinho (e álcool em geral) com moderação desde cedo dificilmente possa cair no vicio dos super-alcoolicos, verdadeira praga para a juventude mundial.

Enfim, não acho um pai que deixa o próprio filho se entupir de refrigerante mais responsável de um outro que o educa a um consumo consciente com um golinho de vinho uma vez ou outra.

O que vocês acham? Qual é a idade certa para começar a provar vinho? Uva fermentada ou química gaseificada?

* Extraído do MondoVinho
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