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A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (23) dois homens suspeitos de vender champagnes falsificados durante mais de um ano no Distrito Federal. Na ação, foram apreendidas 224 garrafas do produto, avaliadas em R$ 30 mil, segundo a corporação.
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De acordo com o delegado-chefe da 11ª DP, Victor Dan de Alencar, os suspeitos usavam recipientes de uma marca de champagne de renome, colocavam um produto barato e revendiam para restaurantes e em festas de casamento e de aniversários de 15 anos em Taguatinga, no Lago Norte e na Asa Sul.

Os suspeitos vendiam cada garrafa da bebida por R$ 146. Segundo Alencar, o produto original é comercializado por R$ 250 em estabelecimentos comerciais e por R$ 550 em casas noturnas.

A polícia chegou até a dupla a partir de uma denúncia anônima. Um dos detidos pagou fiança e vai responder em liberdade. "Um dos autores ja foi preso pela Delegacia de Combate aos Crimes de Propriedade Imaterial [Dcpim], eles já são conhecidos da polícia. Neste caso, se colocam outra marca de champagne, estão cometendo o crime de estelionato", diz Alencar.

"O grupo age em todo o Distrito Federal, com divisão de tarefas. Há pessoas que alteram as substâncias da bebida e as embalagens, e tem os intermediadores, que procuram os compradores, e há aqueles que fornecem para esses intermediadores."

Segundo o delegado, há informações de que os suspeitos também misturavam uísque e vodca com outras substâncias, para fazer o líquido render mais. O laboratório da dupla não foi encontrado.

"Nos casos do uísque e da vodca, eles não trocam a embalagem, apenas alteram o que você está bebendo", disse. "Aí já é crime contra a saúde pública, muito mais grave e com pena mais severa. Dependendo do que colocam na bebida, a pessoa pode ter convulsão e levar até a morte. A gente orienta que nesses casos não compre bebida que desconheçam a origem."

A pena para estelionato é de 1 a 5 anos de prisão. No caso de crime contra a saúde pública, a pena é de 2 a 8 anos, informa Alencar.

* Matéria do G1
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