Bolsistas criam engarrafamento para vinhos espumantes

Os bolsistas brasileiros do Programa Ciência sem Fronteiras (CsF) no Canadá Douglas Chesini, Jean Mario Moreira de Lima e Marco Aurélio Lage Duarte são responsáveis pela criação de um processo de engarrafamento único para uma adega canadense que pode revolucionar a forma como o vinho espumante é fabricado.
O trabalho fez parte das aulas do curso de Automação Industrial do North Island College (NIC). O projeto foi apresentado na instituição ao fim do primeiro semestre de aulas de 2015.
"Entramos em contato com o professor do curso de Automação Industrial Brad Harsell e relatamos a necessidade de um estágio para melhor aproveitamento do curso", conta Marco Aurélio.
O professor começou a olhar as possibilidades quando foi procurado pelo proprietário da Hornby Island Estate Winery and Farm (empresa de vinhos e espumantes), John Grayson, que apresentou um problema em sua produção.
Douglas destaca o papel do Ciência sem Fronteiras nesse processo. "O enriquecimento trazido por todos os fatores encontrados e pelo tempo vivido em um país superdesenvolvido foram e sempre serão fundamentais para que nós, estudantes, possamos perceber o quanto nosso conhecimento é valioso, e que a 'arte' de aprender jamais terá limites", define.
Lançado em dezembro de 2011, o Ciência sem Fronteiras busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da Ciência e Tecnologia, da Inovação e da Competitividade brasileiras por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional.
A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) por meio de suas respectivas instituições de fomento – Capes e CNPq.
Além disso, busca atrair pesquisadores do Exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no Exterior. Dados do programa podem ser consultados no Painel de Controle do CsF.
Desafio
Cabia aos alunos bolsistas um desafio: encontrar uma solução absolutamente imóvel para as superfinas bolhas de vinho espumante. A vinícola precisava de um processo de engarrafamento automatizado em que poderia encher garrafas sem agitá-las.
"John estava desenvolvendo um tipo de vinho espumante que ele chamava de Magic Bubbles. O problema era que qualquer ar, vibração ou distúrbio durante o processo de engarrafamento mudava o gosto do produto e, com isso, ele estava engarrafando manualmente, sem poder usar os mesmos maquinários para os vinhos comuns", explica o estudante brasileiro.
A adega canadense possui um método inovador para produção de espumantes. "Esse método, em inglês 'Fine Bubble Technology', consiste na adição de milhões de minúsculas bolhas no processo de produção do espumante. Essa nova tecnologia melhora significativamente o gosto e a qualidade dos espumantes, porém necessita obrigatoriamente zero turbulência no processo de engarrafamento, pois qualquer mínima agitação traria a adição de dióxido de carbono no espumante, fato totalmente indesejável para o bom funcionamento dessa nova tecnologia", explica o bolsista Douglas Chesini.
O proprietário da empresa de vinhos e espumantes, John Grayson, afirmou que a produção dele é única, portanto não poderia ir para a indústria solicitar auxílio. "Assim, os estudantes do NIC ajudaram a desenvolver a minha ideia e passamos a curva de aprendizado em conjunto."
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Fonte: brasil.gov
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