A decisão do presidente norte-americano Donald Trump de aumentar as tarifas impostas sobre produtos franceses impactou diretamente as exportações de vinhos do país.
Resultado de imagem para french wineSegundo informações da Agência Reuters, Jean-Baptiste Lemoyne, ministro júnior de Relações Exteriores da França, os setores de vinho e bebidas alcoólicas do país “estão preocupados” com os números mais recentes.
“Podemos ver um impacto, principalmente nos vinhos de nível médio, que são os mais afetados. Os setores franceses de vinho e bebidas alcoólicas estão preocupados desde o outono”.
Mesmo sem detalhar em números o quão grande foi a queda das exportações, Jean-Baptiste Lemoyne acrescentou que a indústria do vinho também está se preparando para possíveis tarifas adicionais dos EUA.
Elas seriam frutos da disputa separada sobre um imposto francês sobre empresas digitais que, segundo Washington, visa injustamente às gigantes de tecnologia nos EUA no país europeu.
Foto: Euronews
Os produtores nacionais de vinho receberão apoio do governo para se preparar para a entrada em vigor do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. Os vinhos argentinos e chilenos entraram no Brasil com isenção de impostos, o que está sob pressão de uma concorrência acirrada.Os produtores acreditam que quando os vinhos europeus também se beneficiam do livre comércio entre os dois blocos, a indústria doméstica pode não sobreviver. As informações são do InfoMoney.
O governo decidiu criar um fundo para modernizar a viticultura brasileira e prepará-lo para a competição que ocorrerá após a entrada em vigor do acordo, informaram os funcionários do governo sobre as discussões.  O plano não faz parte do acordo com a União Europeia e que seria anunciado como um incentivo provisório no início de 2020, disseram fontes integrantes do governo a par das discussões,  que pediram para não serem identificadas porque as discussões ainda não haviam sido finalizadas.
Resultado de imagem para export wineO fundo, chamado Modervitis, receberá dinheiro do IPI cobrado sobre o vinho e será usado para atividades de inovação e modernização do setor. O plano é alocar US $ 130 milhões para ajudar os produtores brasileiros. A ajuda aos produtores de vinho brasileiros pode vir antes mesmo que o acordo comercial com a UE tenha sido ratificado pelo Congresso, segundo fontes.
Produtores nacionais querem antecipar um problema semelhante ao que ocorreu há 20 anos quando Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai fundaram o Mercosul e foi assinado um acordo com o Chile que permitia que os vinhos desses países entrassem no mercado local a preços mais altos.
Os produtores pediram originalmente que o fundo funcionasse por 15 anos e receberam recursos de PIS/Cofins e IPI que se concentram em todos os tipos de vinho. Segundo Argenta, o governo quer que o fundo tenha um prazo de 5 anos mais curto, que pode ser prorrogado por mais 5 anos, e receberá apenas o IPI cobrado pelo vinho Vinifera – usado para produzir vinhos finos que competem ser. com os europeus.
O comércio entre a União Europeia e o MercoSul afirma que os vinhos europeus entrarão no Brasil isentos de impostos por 8 anos. Para vinhos espumantes, o período é mais longo: 12 anos.  Em 2018, o Brasil importou 110 milhões de litros de vinho fino. No mesmo período, foram vendidos 14 milhões de litros de vinhos nacionais da mesma classe.
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento afirmou em comunicado que está comprometido com a preparação da viticultura brasileira para a entrada em vigor do acordo com a UE. O objetivo é identificar os gargalos e elaborar um novo regulamento junto à indústria nos próximos seis meses. O Ministério da Economia não comentou.
Fonte: reprodução Eu quero investir
Foto: reprodução internet
Grande descoberta, já no começo do ano.

Tive a oportunidade de conhecer o Don Guerino Terodelgo Origine 1880 - 2018.

Antes, porém, uma breve história desta vinícola.

A Don Guerino, está localizada em Alto Feliz, na Serra Gáucha, e é uma vinícola familiar moderna, que encanta pela qualidade de seus vinhos, pela sua arquitetura e pela belíssima paisagem de vinhedos em seu entorno.

A paixão pela vitivinicultura vem atravessando gerações na família desde 1880, quando vieram os primeiros imigrantes, do Trento, norte da Itália, para o sul Brasil.

conheça nossa vinícola e deguste nossos vinhos
Foto: site Don Guerino

No ano 2000, Osvaldo Motter, quarta geração, coloca em prática o sonho de elaborar vinhos finos Premium adquirindo uma nova propriedade de terras em Alto Feliz, RS, iniciando a implantação de castas nobres européias, já vislumbrando uma vinícola com arquitetura voltada ao enoturismo, projeto este que foi finalizado em 2007, em homenagem a seu pai, Guerino Motter.

Este rótulo, Don Guerino Terodelgo Origine 1880 - 2018, foi elaborado para homenagear a jornada desta família, que em 1880 inicia sua história, tendo a família emigrado da Itália para o Sul do Brasil, fincando raízes.

Fruto de colheita manual, é fermentado com leveduras selecionadas e maturado em uma mescla de barricas francesas e americanas durante 6 meses.

Uma uva desconhecida para mim, mas que foi uma bela surpresa. Aliás, para todos os presentes.

Nada mais familiar do que produzir vinhos com uma uva típica da região de Trentino, que é a origem da família.

No Brasil ela não é uma uva de destaque, mas é para muitos vinicultores a presença de aromas e sabores que povoam a lembrança tênue das raízes familiares que ficaram no solo do Vêneto e do Trento.

Alguns estudos feitos revelaram que a Teroldego tem origem da uva Dureza, considerada a originadora da Syrah.

Teroldego é uma uva roxa de cor escura e cascas firmes, que produz vinhos com uma acidez e um amargor característicos, mas com potencial para produzir desde vinhos de corpo mais leve até os mais encorpados.

No sul do Brasil, os tintos apresentam vinhos com bastante cor, desde que produzidos em áreas ensolaradas e quentes. Vinhos encorpados e tânicos.

Em regiões onde a finalização da maturação se dá em períodos mais frios, se apresentam mais "amansados".

Foto: Guilherme Queiroga

Esta casta, Teroldego,  também é conhecida como Teroldego, Rotaliano, Teroldigo, Teroldega, Teroldico, Teroldila, Tiraldega, Tiraldola e Tiroldico.

Achei um vinho incrível, apesar de ser 2018. Está pronto, mas acredito que possa evoluir bem na guarda. Caiu muito bem com o churrasco que fizemos.

No copo, escuro e levemente untuoso. No nariz, levemente tostado, especiarias, toques de baunilha e frutas negras.

Na boca, denso e tanicidade controlada. A untuosidade identificada no copo se ressalta. Mais ácido no início, mas que reduziu ao longo da degustação.

Além disto, tem um custo X benefício excepcional (aproximadamente R$ 50,00), frente a outros rótulos, tanto nacionais, quanto importados.

Indico a experiência e este vinho.


Bons vinhos!!

Este Uruguaio super tradicional, Tannat da Traversa, safra 2018 é um vinho controlado. Melhor: é um Tannat domesticado ideal para iniciantes em vinhos mais potentes.

https://drive.google.com/uc?export=view&id=1DspDtpiIjAWVvZZUHuBaUOSvp0x8h_yC

Apresenta a robustez e adstringência da uva, madeira sutil de carvalho americano, toque que lembra e frutas vermelhas mas tudo bem balanceado. Pelo preço de R$ 27,00 em Floripa, dificilmente outro vinho desta uva apresentará esta maturidade.


Durante a prova deste vinho cai bem uma carne mais gordurosa, irá equilibrar com os taninos deste uva de grande personalidade.
O abridor é um presente de Natal da minha cunhada, especialmente vindo da Austrália, que abriu este Tannat com facilidade! Obeigado Fê!
Saúde!

https://drive.google.com/uc?export=view&id=1RvukpEwhCh7VBs119wrdIaDXU5v0zSdN
Réveillon é como gado, se aproveita tudo. As sobras de comida e bebida alimentam a família por uma semana iu mais. Contudo, aquelas sobras de espumante podem ter um fim mais digno: galinha caipira metida à besta.

Pegue o frango à passarinho (500g), prepare em uma grande panela, frite com pouco ou quase nenhum óleo (banha ou manteiga de acordo com suas prescrições médicas), adicione sal e açafrão-da-terra. Ao final junte alho e pimenta junto com pequenas doses de espumante (seca), mexendo até descolar dos ossos (ponto ideal).

Enquanto isso um whisky cai bem.

Adicionar o arroz branco, pimenta por cima (inteira) e mais o espumante, mexendo como se fosse um risoto. Daí adicione um pouco mais de dal se necessário e água até subir 2 dedos acima do preparo.

Fogo baixo, whisky e olho no ponto. Ao final adicione azeite e cheiro verde!