Para conhecer vinhos, beba sempre

Em passagem por São Paulo, John Kapon, maior leiloeiro de vinhos do mundo, falou do milionário mercado de vinhos raros e de como transformou a pequena loja do pai na maior empresa de leilões de bebida.

O americano John Kapon está hoje entre os melhores olfatos para vinhos do mundo. Há quem defenda que é o melhor. Além da habilidade técnica na avaliação de bebidas, Kapon também é conhecido como o cara que rejuvenesceu a área. 

No livro The Compedium: Tasting the World´s Finest Wines, faz descrições nada convencionais, porém realistas (dizem)  de suas provas. Diz, por exemplo, que um determinado vinho "produz intensidade similar à da cocaína”. O despojamento da linguagem veio dos anos como produtor de hip-hop, atividade que o fez largar a faculdade no primeiro ano. 

Apesar do atual prestígio, Kapon não tem muitos amigos  na Sotheby's Wine Auction e na Christie's Wine Auction – as duas mais conceituadas casas de leilão do mundo. A distância entre ele e elas se abriu quando Kapon decidiu fazer seu próprio leilão. Até aí, nada demais. Nos EUA, há dezenas de pequenas casas de leilão de vinhos. 

O caso é que Kapon, aos 23 anos, fez o que ninguém fizera até então: procurou os vendedores mais tradicionais e lhes propôs vender seus vinhos sem cobrar taxa alguma deles. No modelo convencional, os vendedores entregam 25% do valor para a casa de leilões. O ano era 1994. Hoje, a casa de leilões Acker Merrall & Condit, o mesmo nome da loja de 200 anos da família de Kapon no bairro Upper East Side, de Nova York, é a maior do mundo no setor de vinhos, com 26% do mercado. Em passagem por São Paulo, onde viera para “beber bons vinhos com amigos brasileiros”, Kapon deu a seguinte entrevista a Época.

Para ler a entrevista na íntegra, acesse a revista Época.

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