quarta-feira

Los Mendozitos: trailer de vinho argentino viaja o Brasil

Para popularizar o vinho argentino entre os brasileiros, adega itinerante roda grandes cidades do país. De Mendoza para as ruas de todo Brasil, os sócios Ariel Kogan, Danilo Janjacomo e André Fischer criaram a primeira adega de vinhos itinerante do Brasil. A bordo de um pequeno trailer, os Los Mendozitos  rodam o país promovendo o hábito de tomar um bom vinho argentino.

Reprodução.
Conhecida por sua tradicional colheita, cujos cultivos são irrigados com as águas dos Andes, em temperaturas amenas, os vinhos são exportados do norte da argentina para todo o mundo. Por aqui,  ganhou praças e feiras gastronômicas de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.


Entre as opções, vinhos orgânicos e de pequenas vinícolas familiares são as opções oferecidas por preços que variam de 10 a 14 reais, reunindo sabores de tintos, rosés, brancos e espumantes de uvas especiais.

Ao som dos diversos ritmos da música argentina, no Los Mendozitos, a proposta é a diversão, experimentação e conhecimento. Para uma boa apreciação, informações sobre os vinhos são encontradas no trailer, com dados e sugestões de harmonização. Mas sem regras e mandamentos, já que a como eles mesmos dizem “Ninguém precisa ser expert para saber quando o vinho é bom. Isso você sente no primeiro gole”. Para saber a programação do “Wine Truck”, confira a página do Los Mendozitos  no Facebook.

Fonte: Catravalivre

terça-feira

Pão de Azeitonas Pretas, culpa do Cuducos.



Meu amigo Eduardo Cuducos me animou a preparar meu primeiro pão. Sempre quis fazer um mas nunca me empolguei de verdade, então ao publicar o pão rústico dele - e espero que ele se empolgue e publique na Bebideria - arregacei as mangas e modifiquei uma receita que li em um jornal local...

Como? Simples, abra um vinho e acompanhe:

Dissolva em um copo de leite morno 2 colheres de fermento e deixe crescer por 15 minutos. Não deixe a temperatura alta demais do leite senão o fermento "morre".

Em seguida pegue uma cumbuca de inox e junte a farinha, o segundo copo de leite, ovos, manteiga e as três colheres de açúcar. Sove a "maldita" com colher de pau, faça um exercício até a massa ficar consistente - se for o caso adicione um pouco mais de trigos para a massa ficar no ponto (sem grudar demais nas laterais).

Antes de colocar para descansar por uma hora, coloque farinha de trigo branco na pedra da cozinha, e sove lá a massa mais um pouco... Ela tem de ficar desgrudando das mãos. Daí deixe descansar por uma hora mais ou menos (aqui estava frio, então deixei 1 hora e 20 minutos).



Enquanto isso limpe a bagunça e prepare o recheio: 80ml de azeite pré-aquecido com três dentes de alho picadinhos, adicione a cebola e o açúcar, e prepare o molho adicionando um pouco de sal a gosto até ficar no ponto - reserve.



Depois abra a massa e veja que dá para preparar dois pães grandes, corte a mesma em dois pedaços, e prossiga montando os dois pães como se fossem rocamboles. Para acabamento, pode usar gema de ovo ou mesmo azeite, e em cima coloque algo como castanhas fatiadas... Coloque o pão, ou pães em forno pré-aquecido a 200oC por 40 minutos.

Resultado da encrenca: meia garrafa de vinho Chileno Tenta Merlot, e mais da metade do pão! Agora é tarde da noite, o preparo leva umas 2 horas no total, e estou cheio de bons carboidratos e amanhã terei de correr atrás do prejuízo e dar aquela corrida ou pedalada.


INGREDIENTES:

Recheio
  • 300g de azeitona preta fatiada (tire a água);
  • 3 cebolas fatiadas bem miudinhas;
  • 100ml de azeite de oliva extra-virgem;
  • 3 colheres de sopa de açúcar mascavo;
  • 2 dentes de alho bem picadinhos;
  • Sal a gosto;
Massa
  • 2 copos médios de leite;
  • 3 ovos;
  • 2 colheres de sopa de fermento seco instantâneo (usei o Fleischmann);
  • 4000 gramas de farinha de trigo integral;
  • 100 gramas de sêmola de trigo grano duro;
  • 2 colheres de sopa de açúcar mascavo;
  • 2 colheres de sopa de manteiga sem sal;
  • Sal a gosto;

Vinho Regional Alantejano 2008



Que coisa triste - um vinho super tradicional esquecido por alguém lá em casa. Sem dono, sem documento resta ao mesmo ser desfrutado por minha pessoa.

Ao ser servido este Alantejano apresenta cor rubi escura, grande sedosidade (afinal tem 14% de TA), e buque alarmante de vinhos Portugueses (acho que do Carvalho e mosto de uvas da região), e finalmente na boca pronuncia-se o sabor de frutas vermelhas. Um espetáculo.



O Altas Quintas "Crescendo" safra 2008, alega ser cultivado em altitude de 600 metros na serra de S. Mamede (dica para quem procura turismo etílico). Tem em sua composição grande maioria da uva Aragonez e pequenas quantidade de Trincadeira e Alicante Bouschet (nunca ouvi falar) que descansaram por  12 meses em barris de Carvalho Francês.

O preço eu não sei, ou esqueceram lá em casa, ou comprei e o esqueci. De todo modo, se alguém se sentir traído me avise que ofereço uma degustação de outro vinho Português desta categoria.

Fotos: Fujifilm XE1, 35mm f1.4, longa exposição.